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vento açoita o ar
É bom demais remexer as idéias e tentar traduzi-las em palavras. Brinco disso desde criança, e talvez por isso eu sempre esteja estudando para tentar fazer isso cada vez melhor. Atualmente curso uma segunda pós-graduação em Criação Literária e, dia destes, um de nossos mestres, o grande Edson Cruz, fundador e editor do Site Cronópios, nos propôs um exercício de amplificação. Para tanto, pediu que aumentássemos "O dinossauro", do guatemalteco Augusto Moterroso, considerado o menor conto da literatura mundial, e uma das suas obras mais célebres. Aqui o conto:
"Quando acordou, o dinossauro ainda estava lá".É incrível como com tão poucas palavras ele consegue dizer tanto e abrir um universo inteiro de possibilidades na cabeça do leitor.
"Quando acordou, o dinossauro ainda estava lá. Presente ridículo, pelúcia balofa ocupando na cama o lugar que foi dele, pensou ela, planejando sair logo para providenciar a troca da fechadura".
O escritor é um contador de histórias experimentadas, ouvidas, imaginadas. E as melhores são as que falam de sentimentos ou transgressões que, em geral, as pessoas preferem esconder.
Aqui, mostro um pouco do que observo ou imagino, relatos e experimentos em prosa ou versos em gêneros como conto, crônica, ficção, infanto juvenil, etc.