Mostrando postagens com marcador Brincadeira. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Brincadeira. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 16 de junho de 2010

As mais péssimas cantadas - parte 2


Vocês curtiram. Então, posto aqui mais vinte cantadas esdrúxulas só para diversão. Mais adiante trarei uma listinha de respostas inteligentes. Quem souber de outras pode colaborar nesta lista das piores cantadas jamais ouvidas.


1) Ele: Oi! (se você não responder) Ele: Cuidado para não tropeçar no orgulho e cair nos meus braços, heim?

2) Não sou Casas Bahia, mas minha dedicação é total a você!

3) Não sou do Itaú, mas fui feito para você!

4) Não sou o que você pensa, mas tenho o que você gosta.

5) Ele: Você é colher? Você: Não, por que? Ele: Porque eu estou de dando sopa.

6) Você não trabalha na Fiat, mas é o meu Stilo.

7) Sou a favor da ecologia, mas adoro afogar o ganso.

8) Existem dois tipos de mulheres: as que me amam e as que não me conhecem. Muito prazer!

9) Ele: Hoje é seu aniversário? Você: Não, por que? Ele: Porque você está de parabéns.

10) Posso te dar um beijo? Se você não gostar, é só me devolver.

11) Ele: Posso ficar aqui, conversando com você? Você: Não,minha mãe me disse para não falar com estranhos. Ele: Não por isso, prazer 'fulano'. Pronto, agora eu posso...

12) Seu pai só pode trabalhar no Google, porque acabei de achar tudo que eu estava procurando.

13) Me diz o caminho do seu coração para eu pegar o ônibus na rodoviária.

14) Você se machucou? Pois parece um anjo que caiu do céu.

15) Já foi no veterinário hoje, gatinha?

16) Perdi meu número de telefone, me empresta o seu?

17) Já estou aqui, quais são seus outros dois desejos?

18) Procurei "deusa" no Aurélio e seu nome estava incluído.

19) Você acredita em amor à primeira vista ou devo passar por aqui mais uma vez?


20) Se você fosse de chocolate eu te mordia aos poucos.



(*) Só mesmo as caricaturas do Manfred Deix para ilustrar tanto absurdo.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

As mais péssimas cantadas


Hoje acordei de bom humor. E, só para divertir, resolvi começar a postar aqui esta série hilariante bem típica dos brasileiros. Aos poucos irei colocando aqui outros piores exemplos. Afinal, se o povo continua a usar esse tipo de abordagem é porque ainda tem gente que cai....rs.
Se tiverem outras abordagens tão esdrúxulas como estas, por favor, colaborem. Me ajudem a compor esse guia mais mais das piores cantadas.


1.Sabe o que ficaria bem em você? Eu


2.Todas essas curvas e eu sem freio nenhum...


3. Queria ser seu suor, para correr por todo o seu corpo...

4. Sexo mata... quer morrer feliz?

5. Você acredita em amor à primeira vista ou devo entrar novamente?

6. Você é tão quente que chega a derreter o plástico da minha cueca.

7. Você está na minha lista de coisas para fazer esta noite, sabia?

8. Estou participando de uma campanha de doação de órgãos! Não quer doar seu coração para mim?

9. Você não usa calcinha, você usa porta-jóia.

10. Você não é pescoço mas mexeu com a minha cabeça!

11. Essa sua blusa ficaria ótima toda amassada no chão do meu quarto amanhã de manhã!

12. Se você fosse um sanduíche teu nome seria X-Princesa.


13. Não entendo muito de carro, mas o meu coração é Parati.


14. Ele: Cadê o papel? Você: Que papel? Ele: O que você estava embrulhada, meu bombonzinho.

15. Ele: Você comeu sucrilhos de manhã? Você: Não, por que? Ele: Porque você despertou o tigre que há em mim.


16. Posso não ser um astronauta, mas garanto que te levo às alturas!

17.
Ele: Qual o segredo? Você: De quê? Ele: De tanta beleza!

18. Cientistas dizem que o objetivo da raça humana é crescer e se reproduzir. Você já está bem grandinha, vamos completar nosso objetivo?


19. Seu pai só pode ser um agricultor, porque você é um chuchuzinho!


20. Ele: Não tenho dúvidas, seu pai é padeiro. Você: Por que? Ele: Por que você é um sonho.


(*) A ilustração "nada a ver" é um trabalho de Mandref Deix
denominada "a caricatura do absurdo". Tudo a ver com a série.


terça-feira, 26 de janeiro de 2010

O homem voz


Mulher adora fazer compras. Não dá para negar. Tempos atrás eu morava perto de uma importante rua de comércio de São Paulo, e costumava circular bastante por ali. Certo dia, precisando pesquisar preços para um eletrodoméstico, tomei coragem e entrei nas Casas Bahia, mesmo sabendo que teria os ouvidos machucados por uma música infernal entremeada com as dicas das melhores ofertas da loja gritadas pelo locutor de plantão. Não deu outra, logo escutei a seguinte pérola numa voz empostada:

— Você pode estar adquirindo qualquer peça da linha Brastemp...

Ouvir aquele gerúndio foi tão violento que, automaticamente procurei com os olhos o autor da proeza. E eis que ele estava ali, a uns 5 metros de mim. Era um rapaz atarracado, moreno e baixinho, com o cabelo ondulado melado de gel e puxado para cima formando um topete esquisito. Não resisti. Andei alguns passos, e assim que parou de falar, passei por trás e, gentilmente disse pertinho de seu ouvido:

— Você fala tão bem, tem uma voz tão bonita, mas não pode cometer erros do tipo “pode estar adquirindo”, senão as pessoas logo vão te imitar e passarão a falar errado também.

Temi que ele ficasse chateado, envergonhado, ou ainda que me respondesse de forma agressiva. Mas que nada, ele ficou tão envaidecido com o elogio à sua voz que abriu um sorriso enorme, e ainda me agradeceu a dica dizendo:

— Gosto quando me corrigem, só assim posso me preparar melhor para o meu sonho que é trabalhar no rádio.

Estimulada, fiquei conversando alguns minutos com ele, mostrando alternativas gramaticais para aquela frase tão dolorosa aos ouvidos mais sensíveis. No curto tempo ele me contou que se chamava Rogério Carlos, porque a mãe criou os filhos para serem gente importante na vida. O irmão mais velho era Roberto Carlos, o segundo Erasmo Carlos. Nasceu e foi criado numa cidadezinha próxima a Belo Horizonte, daí pronunciar as palavras bem mastigadas e aquele tipo de “R” soprado, correto, empregado por atores, locutores e os mineiros daquela região. Contou também que largou emprego, casa e família para vir tentar a sorte em São Paulo apostando unicamente na dicção perfeita e no timbre natural muito grave. Para realizar o sonho, valia tudo, até morar em vaga para homens solteiros numa pensão da região da Luz, onde se sentia muito solitário.

Nunca mais o vi, e jamais esqueci desse rapaz e da sua tenacidade. Mas dia destes, no metrô me lembrei dele. E explico por quê. Gosto muito de observar as pessoas, seus traços e reações. Por isso, sempre que vou tomar o metrô, me coloco na plataforma de forma a poder observar o condutor vindo em minha direção, e depois que entro, avaliar se a voz que ecoa dentro dos vagões combina com sua figura. Uma bobagem, mas eu me divirto com isso, confesso. Já vi condutoras enormes e gordas com voz de garotinha, rapaz magro e atarracado com timbre poderoso, e até homenzarrões soando quase femininos. Raramente a voz combina com o tipo físico e isso para mim é uma gostosa brincadeira.

Mas, naquela tarde, eu estava distraída dobrando o guarda-chuva que pingava, e não prestei atenção no condutor. Logo depois, o alto-falante informava a próxima estação, seguido dos avisos de sempre. Dele vinha uma voz empostada, grave, com aquele “R” diferente dos paulistas, e tão familiar que me remeteu imediatamente ao Rogério Carlos.

Será que era ele? Teria RC se capacitado para prestar um concurso que pudesse deixá-lo mais perto do sonho? Quem sabe um dia especial trouxesse para ali alguém que reconhecesse o seu belo timbre e o levasse a falar com os fãs nas ondas de alguma rádio? Sei que é viagem, mas gosto de pensar que isso seria possível.

domingo, 11 de outubro de 2009

Solte sua imaginação


É bom demais remexer as idéias e tentar traduzi-las em palavras. Brinco disso desde criança, e talvez por isso eu sempre esteja estudando para tentar fazer isso cada vez melhor. Atualmente curso uma segunda pós-graduação em Criação Literária e, dia destes, um de nossos mestres, o grande Edson Cruz, fundador e editor do Site Cronópios, nos propôs um exercício de amplificação. Para tanto, pediu que aumentássemos "O dinossauro", do guatemalteco Augusto Moterroso, considerado o menor conto da literatura mundial, e uma das suas obras mais célebres. Aqui o conto:

"Quando acordou, o dinossauro ainda estava lá".
É incrível como com tão poucas palavras ele consegue dizer tanto e abrir um universo inteiro de possibilidades na cabeça do leitor.

Agora eu gostaria de desafiar você, leitor, para também brincar de aumentar esse texto, de acordo com os sentimentos que ele gerou em você, com um máximo de 150 toques (ou até 25 palavras). Vou adorar ter a sua colaboração aqui no espaço para comentários. E eu garanto, é super divertido, porque cada um segue uma direção completamente diferente.

E então, quer brincar comigo disso? Sugiro que você primeiro faça o seu texto, poste em forma de comentário, e só então leia o final que eu criei durante a aula. Aqui então, o meu final da história.

"Quando acordou, o dinossauro ainda estava lá. Presente ridículo, pelúcia balofa ocupando na cama o lugar que foi dele, pensou ela, planejando sair logo para providenciar a troca da fechadura".


(*) "Matrix", trabalho do instigante artista mexicano Octavio O' Campo, que mistura imagens criando novas sensações, colocado aqui justamente para ajudar você a soltar a imaginação.
(**) Se tiver um tempinho, clique lá encima no link do Monterroso, e leia alguns contos desse grande escritor. Vale à pena.