De 7 a 10 de junho, das 19h30 às 21h, Vinícius de Moraes, Paulo Leminski, Clarice Lispector e Erico Verissimo serão relidos por Carlos Felipe Moisés, Ademir Assunção, Nelson de Oliveira e Jeanette Rozsas.
Local: Espaço Terracota, Av. Lins de Vasconcelos, 1886, Vila Mariana – São Paulo – SP
Tel.: 2645-0549
Valor: R$ 35, cada palestra, ou R$ 100 pelos quatro encontros.
Informações http://terracotaeditora.com.br/
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Ouvir do ídolo
segunda-feira, 3 de maio de 2010
As mais péssimas cantadas
Hoje acordei de bom humor. E, só para divertir, resolvi começar a postar aqui esta série hilariante bem típica dos brasileiros. Aos poucos irei colocando aqui outros piores exemplos. Afinal, se o povo continua a usar esse tipo de abordagem é porque ainda tem gente que cai....rs.
Se tiverem outras abordagens tão esdrúxulas como estas, por favor, colaborem. Me ajudem a compor esse guia mais mais das piores cantadas.
1.Sabe o que ficaria bem
2.Todas essas curvas e eu sem freio nenhum...
3. Queria ser seu suor, para correr por todo o seu corpo...
4. Sexo mata... quer morrer feliz?
5. Você acredita em amor à primeira vista ou devo entrar novamente?
6. Você é tão quente que chega a derreter o plástico da minha cueca.
7. Você está na minha lista de coisas para fazer esta noite, sabia?
8. Estou participando de uma campanha de doação de órgãos! Não quer doar seu coração para mim?
9. Você não usa calcinha, você usa porta-jóia.
10. Você não é pescoço mas mexeu com a minha cabeça!
11. Essa sua blusa ficaria ótima toda amassada no chão do meu quarto amanhã de manhã!
12. Se você fosse um sanduíche teu nome seria X-Princesa.
13. Não entendo muito de carro, mas o meu coração é Parati.
14. Ele: Cadê o papel? Você: Que papel? Ele: O que você estava embrulhada, meu bombonzinho.
15. Ele: Você comeu sucrilhos de manhã? Você: Não, por que? Ele: Porque você despertou o tigre que há em mim.
16. Posso não ser um astronauta, mas garanto que te levo às alturas!
17. Ele: Qual o segredo? Você: De quê? Ele: De tanta beleza!
18. Cientistas dizem que o objetivo da raça humana é crescer e se reproduzir. Você já está bem grandinha, vamos completar nosso objetivo?
19. Seu pai só pode ser um agricultor, porque você é um chuchuzinho!
20. Ele: Não tenho dúvidas, seu pai é padeiro. Você: Por que? Ele: Por que você é um sonho.
(*) A ilustração "nada a ver" é um trabalho de Mandref Deix
denominada "a caricatura do absurdo". Tudo a ver com a série.
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Rosários & pensamentos

Meu pensar é masculino. Se penso muito num homem, sempre ligo para outro. Não tenho medo de perder, porque não preciso ganhar. Nisso sou bem feminina.
segunda-feira, 22 de março de 2010
Repaginando
viver na incerteza
sentir tua frieza
a minha passividade
carinhos ocasionais
Não estou suportando
a lágrima na garganta
o teu jeito pilantra
coração espremido
beijo só vez em quando
Você quer cair fora
mas não acha jeito eu sei
então quem parte agora
sou eu, pode crer, sem drama
cada um no seu quadrado
Vou mais é me cuidar
um novo amor partilhar
alguém normal, com defeitos
mas sem amarguras no peito
mereço e vou encontrar
Então bye bye so long
e sem nenhum flash back.
só o que eu te peço é respeito
seja muito feliz
sem nenhum ressentimento
a gente se vê por aí
sexta-feira, 5 de março de 2010
Amor aos berros
A noticia me perturbou por várias razões. Primeiro, por ver como é fácil darmos mais valor e tempo ao trabalho do que à vida pessoal. Isso é ainda mais frequente com os homens, uma vez em geral são as mulheres que tomam para si a responsabilidade dos cuidados com casa e filhos. E isso internacionalmente. No Japão esse apreço ao trabalho é ainda mais forte, uma vez que com o esforço de reconstrução do país no pós-guerra, os japoneses ganharam a reputação de colocar seus empregos no topo das prioridades. Coitadas delas.
Mas será que adianta os homens berrarem longe de casa o quanto elas são importantes? Não seria mais eficiente – e agradável – eles passarem a gastar algum tempo do dia conversando com elas, olhando-as nos olhos, elogiando-as, fazendo carinhos?
A falta de jeito dos japoneses demonstrarem afeto é tão admitida lá, que fundaram a associação Maridos Japoneses que Apreciam (em inglês Japans Adoring Husband’s) e que se dedica a difundir as seguintes regras de ouro para manter acesa a chama do casamento:
1) Olhe nos olhos quando falar com ela;
2) Chame-a pelo nome, e não por você ou “mãe”
3) Chegue do trabalho até as 20 horas no máximo
4) Agradeça regularmente por tudo o que ela fizer pela casa ou por você
5) Ajude nas tarefas de casa.
Estamos a milhares de quilômetros do Japão, não temos aqueles olhinhos puxados, nossa cultura e tradições são bastante diferentes, mas não seria bom se, como eles, todos nós – homens e mulheres, em nosso dia a dia, procurássemos encontrar tempo para um dengo e um papo com aquele (ou aquela) que conosco partilha a vida e os sonhos?
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Confeito
Penso em você quando chove
raios e trovões me assustam...
desde criança é assim.
Boba, imagino invasão
naves de um outro lugar
milhões de seres miúdos
invadindo o bairro, casa,
se esgueirando em nosso lar.
E quando as gotas açoitam
o vidro querendo entrar
gelo por dentro, absorta
certa que vou naufragar
cerro os olhos e as cortinas
e, por dentro, eu te chamo
Quando o céu todo se espreme
de nuvens, veste seu manto
sombrio, ruge e treme
mandando o vento gritar
tempestade, eu me recolho
pensando: vai demorar ...
Desta vez, a chuva pode
me levar, me desmanchar
como seu eu fosse um confeito
todinha feita de açúcar.
Sempre que isso acontece
tudo o que quero é você
pertinho me protegendo.
Você é meu bote, minha
arca, meu telhado, para-raio
ou a terra que absorve
toda a água no seu dentro.
Com você do lado sinto
calma, passa chuva, passa
o medo, passa tudo
passa boi, passa boiada...
Logo mais o céu se abre
de novo em branco e azul
mas o colinho serviu
pra me deixar com a certeza
de ser muito amada, mesmo
com esse defeito infantil,
talvez marca de nascença.
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
O homem voz
Mulher adora fazer compras. Não dá para negar. Tempos atrás eu morava perto de uma importante rua de comércio de São Paulo, e costumava circular bastante por ali. Certo dia, precisando pesquisar preços para um eletrodoméstico, tomei coragem e entrei nas Casas Bahia, mesmo sabendo que teria os ouvidos machucados por uma música infernal entremeada com as dicas das melhores ofertas da loja gritadas pelo locutor de plantão. Não deu outra, logo escutei a seguinte pérola numa voz empostada:
— Você fala tão bem, tem uma voz tão bonita, mas não pode cometer erros do tipo “pode estar adquirindo”, senão as pessoas logo vão te imitar e passarão a falar errado também.
Temi que ele ficasse chateado, envergonhado, ou ainda que me respondesse de forma agressiva. Mas que nada, ele ficou tão envaidecido com o elogio à sua voz que abriu um sorriso enorme, e ainda me agradeceu a dica dizendo:
— Gosto quando me corrigem, só assim posso me preparar melhor para o meu sonho que é trabalhar no rádio.
Estimulada, fiquei conversando alguns minutos com ele, mostrando alternativas gramaticais para aquela frase tão dolorosa aos ouvidos mais sensíveis. No curto tempo ele me contou que se chamava Rogério Carlos, porque a mãe criou os filhos para serem gente importante na vida. O irmão mais velho era Roberto Carlos, o segundo Erasmo Carlos. Nasceu e foi criado numa cidadezinha próxima a Belo Horizonte, daí pronunciar as palavras bem mastigadas e aquele tipo de “R” soprado, correto, empregado por atores, locutores e os mineiros daquela região. Contou também que largou emprego, casa e família para vir tentar a sorte em São Paulo apostando unicamente na dicção perfeita e no timbre natural muito grave. Para realizar o sonho, valia tudo, até morar em vaga para homens solteiros numa pensão da região da Luz, onde se sentia muito solitário.
Nunca mais o vi, e jamais esqueci desse rapaz e da sua tenacidade. Mas dia destes, no metrô me lembrei dele. E explico por quê. Gosto muito de observar as pessoas, seus traços e reações. Por isso, sempre que vou tomar o metrô, me coloco na plataforma de forma a poder observar o condutor vindo em minha direção, e depois que entro, avaliar se a voz que ecoa dentro dos vagões combina com sua figura. Uma bobagem, mas eu me divirto com isso, confesso. Já vi condutoras enormes e gordas com voz de garotinha, rapaz magro e atarracado com timbre poderoso, e até homenzarrões soando quase femininos. Raramente a voz combina com o tipo físico e isso para mim é uma gostosa brincadeira.
Mas, naquela tarde, eu estava distraída dobrando o guarda-chuva que pingava, e não prestei atenção no condutor. Logo depois, o alto-falante informava a próxima estação, seguido dos avisos de sempre. Dele vinha uma voz empostada, grave, com aquele “R” diferente dos paulistas, e tão familiar que me remeteu imediatamente ao Rogério Carlos.
Será que era ele? Teria RC se capacitado para prestar um concurso que pudesse deixá-lo mais perto do sonho? Quem sabe um dia especial trouxesse para ali alguém que reconhecesse o seu belo timbre e o levasse a falar com os fãs nas ondas de alguma rádio? Sei que é viagem, mas gosto de pensar que isso seria possível.



