segunda-feira, 22 de março de 2010

Repaginando


Eu não agüento mais
viver na incerteza
sentir tua frieza
a minha passividade
carinhos ocasionais

Não estou suportando
a lágrima na garganta
o teu jeito pilantra
coração espremido
beijo só vez em quando

Você quer cair fora
mas não acha jeito eu sei
então quem parte agora
sou eu, pode crer, sem drama
cada um no seu quadrado

Vou mais é me cuidar
um novo amor partilhar
alguém normal, com defeitos
mas sem amarguras no peito
mereço e vou encontrar

Então bye bye so long
e sem nenhum flash back.
só o que eu te peço é respeito
seja muito feliz
sem nenhum ressentimento
a gente se vê por aí

(*) Porta de renda em ferro, inspirada na obra de Robert Mapplethorpe

5 comentários:

Mônica Santos disse...

Afe! quem nunca quis dizer tudo isso assim, de um jeito tão singelo! Beijos, parabéns

Petê Rissatti disse...

Adoro essas suas estapeadas Laurinha.

Beijos imensos.

Valéria Piassa Polizzi disse...

Nanete,
como é que você nos abondona? Precisamos de poesias assim na aula!
O módulo do Marcelino, de conto, está o máximo.
E você está fazendo falta!!!
Beijos, Valéria

Nilza disse...

A-do-rei!
Tem que ter classe na hora da despedida, e ai voce foi perfeita.
Beijos.

Rosa disse...

Despedidas sempre doem, mas com certeza indicam outro caminho...e que seja incerto, enquanto dure!
Muito bom Laura!
Beijos!